Projeção do impacto gerado pelo COVID-19

O impacto gerado pela doença COVID-19 está sendo extremamente notório no Brasil e no mundo afora. Independente da esfera analisada, isto é, social, política ou econômica, é de desejo alheio saber qual será o desfecho global dos impactos causados pela SARS-CoV-2, ou seja, descobrir se a humanidade conseguirá seguir em frente e usar tal evento para se a perfeiçoar ainda mais. Ou se a atual pandemia deixará sequelas irreversíveis para a raça humana

Para tentar descobrir os impactos gerados pela COVID-19, deve-se estudar o passado, isto é, descobrir como a humanidade lidou com outras pandemias ao longo da história.  Para tal, o conceito aqui aplicado, pelo menos de forma abstrata, será o conceito de projeção. Em outras palavras, analisa-se dados e informações já obtidos, que foram coletados no passado, para tentar fazer projeções do futuro.

Assim sendo, a raça humana é capaz de analisar o passado, e com base nele, projetar um futuro. Em relação a tal projeção, pode-se verificar se ela será próspera ou não. Caso não for próspera, a geração atual pode aprender com os erros já cometidos e moldar um futuro mais afortunado para a próxima geração.

O que são projeções?

Antes descobrir quais são os impactos gerados pela COVID-19, é preciso ter em mente a técnica que se utiliza para tentar prever tais impactos. Desse modo, usa-se do conceito de projeção.

Projeção é o ato de projetar algo, isto é, pense em um dia ensolarado e em uma enorme árvore. Nesse contexto, os raios de Sol entrarão em contato com a árvore, resultando em uma sombra projetada no solo.

Pode-se usar essa alegoria para retratar a ideia de projeção no meio analítico. Imagine uma situação em que haja dados históricos sobre dias chuvosos de uma certa região. Analisando tais dados, conclui-se que as chuvas ocorrem mais no verão, e que especificamente para aquela área, tende a chover nos fins de semana.

Portanto, observando os dados históricos, foi possível prever, “projetar”, que as chuvas ocorrem mais no verão e aos fins de semana.

Basicamente é esse o conceito básico de projeção, é o ato de se basear em informações já coletadas, estudar de forma meticulosa tais dados por meio de modelos matemáticos e concluir determinado fenômeno ou acontecimento.

Por isso a alegoria anterior, é como se o Sol e a árvore fossem acontecimentos e dados históricos já presenciados. Na alegoria, sabe-se que os raios solares são refletidos pela árvore “projetando” uma sombra. Na realidade, não se sabe a projeção de tal “sombra”, isto é, não se sabe o desfecho de impactos causados pela COVID-19.

 

O que é exatamente uma pandemia?

Antes de fazer uma projeção do impacto gerado pela COVID-19, é preciso saber exatamente o que é uma pandemia e quais suas implicações. De acordo com o dicionário Aurélio, pandemia é uma “epidemia que ocorre em grandes proporções, até mesmo por todo o planeta.”

E agora, o que seria uma epidemia? Também de acordo com o dicionário Aurélio, epidemia é a “ocorrência súbita, e em número elevados de pessoas, de doença especialmente infecciosa.” Baseando-se nessas definições, tem-se que a COVID-19 encaixa-se perfeitamente no conceito de pandemia.

Dessa forma, para se conseguir uma projeção dos impactos causados pela SARS-CoV-2, é preciso estudar pandemias que ocorreram ao longo da humanidade, saber como elas foram causadas, o porquê de suas disseminações e quais os desdobramentos.

Praga de Justiniano, a primeira pandemia

A praga (ou peste) de Justiniano foi marcada de forma histórica como a primeira pandemia registrada. Tal pandemia ocorreu no reinando do imperador Justiniano I, por isso o nome “praga de Justiniano”. Ademais, o pico de incidência da doença foi entre os anos 541 e 544.

 

O causador da praga foi a peste bubônica, dessa forma, os pacientes desenvolviam sintomas semelhantes com o da gripe, como febre, dor de cabeça e calafrios. No estágio intermediário da doença, isto é, passados alguns dias, havia o surgimento de inchaços, chamados também de “bubos”, por isso o nome peste bubônico.

Em relação a transmissão, acredita-se que ela foi feita por meio de mordidas de pulgas adultas hematófagas. Tais pulgas vieram com ratos em carregamentos de grãos do Egito. Sobre as consequências, estima-se que entre 25 e 100 milhões de pessoas tenham morrido ao longo de dois séculos. Dessa forma, a pandemia da época matou grande parte da população europeia, fazendo com que o domino árabe das províncias bizantinas fosse mais fácil.

Além disso, a depopulação, isto é, eliminação de uma grande quantidade de habitantes de determinado local ou região, afetou também a agricultura, ocasionando na fome de diversas pessoas.

Gripe espanhola, pandemia e guerra

A gripe de 1918, ou também chamada de gripe espanhola, foi uma pandemia causada pelo influenzavirus H1N1. Tal pandemia ocorreu bem no término da Primeira Guerra Mundial, dessa forma, diversos países envolvidos com a guerra minimizaram os relatos iniciais de mortes por parte do vírus, tudo para manter a moral de seu país.

Além disso, a faixa etária da doença afetava principalmente adultos jovens, dessa forma, as mortes por causa do vírus eram ofuscadas pelas mortes em batalha.

Na Espanha, os meios de comunicação eram livres para relatar os impactos da doença. Assim sendo, diversos artigos circularam no país em questão e no mundo afora relatando como a Espanha estava sendo afetada negativamente pelo vírus. Criando assim uma falsa impressão que somente a Espanha estava sendo atingida pelo influenza.

Dentro os sintomas da gripe espanhola, pode-se citar a febre, coriza (inflamação da mucosa nasal), tosse e dor no corpo. Tais sintomas são muito semelhantes a uma gripe comum, dificultando assim o tratamento.

Igual a época atual, as recomendações médicas também diziam para que as pessoas ficassem em casa evitassem aglomerações. De forma semelhante, o influenza também se espalha por meio de espirros e tosses. Em relação as consequências, estima-se que 500 milhões de pessoas foram contamidades com o influenza. Já em mortes, estima-se que o número esteja próximo de 50 milhões.

Quanto aos impactos sociais causados pela gripe espanhola, tem-se que houve um grande aumento e sucesso de mulheres no campo da enfermagem, isso causado pelo fato do crescente número de mulheres no ensino superior e pela falha de homens médicos em conter a doença.

Relativo a impactos econômicos, é dito que o setor de entretenimento e serviços tiveram quedas de receita. Contudo, o setor de saúde cresceu bastante, tanto em questão de pesquisas farmacêuticas e de capital.

E então, qual é a conclusão?

Feito uma análise histórica de pandemias que ocorram no passado, tem-se tudo em mãos para projetar os impactos gerados pela COVID-19. Isto é, tentar descobrir os desdobramentos causados pela SARS-CoV-2.

 

Primeiramente em questão de número de casos confirmados e de mortes de forma global. Atualmente, na data deste artigo, tem-se algo em torno de 11 milhões de casos confirmados e de 500 mil mortes.

Comparando com as estimativas da praga de Justiniano e da gripe espanhola, o número de mortes está bem controlado, nem chegando na casa dos milhões das pandemias anteriores.

Além disso, como ocorreu no legado da gripe espanhola, houve setores econômicos em ascensão, com toda certeza também haverá setores em expansão após a pandemia da COVID-19.

Percebe-se que os setores relacionados com serviço de entregas (delivery) estão tendo alta em suas receitas.

Ademais, setores como alimentícios (que estão entregando em casa), sex shop e de produtos fitness estão decolando agora na pandemia. Isso ocorre porque muitas pessoas estão em casa e evitando a saída, fazendo com que elas peçam mais comida pronta, encomendem alguns “brinquedinhos especiais” ou comprem produtos para se manter saudável mesmo em isolamento.

Gostou do nosso artigo?

Te convidamos a dar uma olhada em todo o nosso blog!!

EMPRESA JÚNIOR DE ESTATÍSTICA – BLOG

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *